Curvilínea x Gorda = Gordofóbicos em polvorosa.
Modelo: Tess Holliday/ Imagem: Google imagens
Imagine a seguinte
situação: Uma garota gorda (sim, gorda, não cheinha, fofinha, ou fortinha,
simplesmente gorda porque é um adjetivo qualitativo e quem vê como um termo
pejorativo precisa trabalhar um pouco mais em seus conceitos), feliz da vida,
mostrando a barriga e exibindo suas curvas com orgulho.
Agora, essa mesma
garota está presente em uma matéria de uma revista adolescente de circulação
nacional, revista essa que finalmente passou a propagar a aceitação. Então, se
tudo parece muito bonito, porque você está escrevendo esse texto, Jariane, quer
trabalhar na revista?
Não, porque eu não sou
jornalista, mas sim escritora e esse texto tem como motivo explorar a mente de
pessoas que não aceitam um padrão diferente do imposto e acham motivos para fazerem
picuinhas e dizerem que garotas gordas não podem ser chamadas de curvilíneas,
pessoas estas que com certeza já devem ter se acostumado com a palavra gorda
sendo usada como ofensa.
Pergunto-me como pode
ser possível a sociedade aceitar humilhar uma pessoa pelo seu tipo físico e não
apoiar a aceitação, onde mais garotas sairiam de casa com orgulho e não com
medo e de cabeça baixa, temendo comer em público e usar uma roupa que ressalte
partes que os outros consideram “feias”.
Com certeza, se eu
fosse analisar o comportamento da sociedade, essa daria uma tese e tanto de TCC
para eu finalmente me formar na faculdade, mas, como disse acima, sou escritora
e passo mensagens através das palavras e só posso ver como motivo o ponto de
que é mais fácil ver sua amiga gorda em um canto qualquer, segurando sua bolsa
do que dançando ao seu lado na balada e sendo alvo do carinha mais bonito. Sim,
isso é possível e não somente enredo de um filme da Disney e sabe como eu sei e
como eu posso te dar a receita mágica para isso?
Mandando você sair de
casa com orgulho, sem se importar com a opinião de gente preconceituosa,
fazendo com que viva, não temendo um padrão imposto, mas sendo um índice que
está crescendo a cada dia, quando cada vez mais garotas “fora do padrão” viram
blogueiras, modelos e lutadoras de uma causa que não tem como objetivo propagar
a exclusão e discórdia, mas sim a felicidade e o direito de ser quem você
quiser sem ser humilhada por isso.
Pensem nisso, não é
fácil e assim, como toda garota, nos sentiremos feias em alguns dias, acharemos
nosso braço muito gordo, ou que nossa barriga precisa ser melhor, mas esses
dias passam e o que realmente vai importar é você se sentir uma diva em seus
melhores momentos e se lembrar de que é bonita porque pode ser e que tem todos
os elementos para isso e ele é simples e se chama: Aceitação. Então, garota,
crie seu lema, saia de cabeça erguida e diga sim para suas roupas justas, para
sua saia rodada e para seu direito de ser quem quiser sem precisar agradar
ninguém.
- Jariane Ribeiro


